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ALERTA VERMELHO: COMO IDENTIFICAR O GOLPE DO DAS FALSO QUE ESTÁ MIRANDO EMPRESAS

No dia a dia corrido de quem empreende, a rotina de pagar guias e impostos muitas vezes entra no modo automático. É exatamente aí que os criminosos agem. Recentemente, identificamos a circulação de um golpe altamente sofisticado envolvendo a emissão de Documentos de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) falsos.

 

Os golpistas estão gerando guias visualmente idênticas às originais, utilizando dados reais das empresas (extraídos publicamente da internet) para induzir o empresário ou o setor financeiro ao erro.

 

Para proteger o seu negócio, nós da D'Kolves Business preparamos este guia completo detalhando como o golpe funciona, as falhas grotescas ocultas no documento e como você pode se blindar.

 

Anatomia do Golpe: Analisando as Falhas da Guia Falsa

 

À primeira vista, o documento se parece perfeitamente com um DAS emitido pelo Portal do Simples Nacional. Porém, quando olhamos com a lupa técnica de uma contabilidade consultiva, as inconsistências e fraudes aparecem imediatamente.

Se você recebeu uma guia suspeita, fique atento a estes pontos de alerta que identificamos em fraudes recentes:

 

 

1. Divergência de Valores e Erros de Soma (Erros Crassos)

 

O sistema da Receita Federal é automatizado e exato. Em contrapartida, os sistemas dos golpistas frequentemente cometem erros de digitação e matemática na tentativa de preencher a tabela de tributos.

     O erro na guia falsa: Na tabela de composição, a soma total dos principais dá 7.513,56. No entanto, na coluna "Total", o documento fraudulento exibe o valor de 8.513,55. Uma diferença absurda de mil reais gerada por uma falha de digitação dos criminosos. O sistema oficial jamais emitiria uma guia com erro de soma.

 

2. Códigos de Tributos Inexistentes para o Simples Nacional

No DAS original, a repartição do que vai para o IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, INSS, ICMS ou ISS é feita de forma interna pelo sistema unificado. O documento oficial não utiliza códigos de receita individualizados por linha (como 1001, 1002, 1004) para cada tributo dentro da composição do Simples. Esses códigos numéricos são usados em DARFs comuns de empresas do Lucro Presumido ou Real, provando que o layout foi grosseiramente montado.

 

 

3. Linha Digitável e Código de Barras de Boleto Bancário Comum

O DAS verdadeiro é um documento de arrecadação pública. A sua linha digitável e código de barras começam sempre com o número 85 (que identifica arrecadações de órgãos governamentais/taxas públicas).

     O erro na guia falsa: A linha digitável apresentada começa com 237, que é o código de compensação do Banco Bradesco S.A., e segue a estrutura de um boleto bancário comercial comum (título de cobrança), e não de uma guia de tributo federal. Ao tentar pagar, o dinheiro vai direto para uma conta corrente de um laranja ou empresa de fachada, em vez de ir para a Conta Única da União.

 

4. Nome da Razão Social Oculto ou Genérico

No documento falso analisado, o campo "Razão Social" traz apenas o texto genérico "RECEITA FEDERAL". No DAS oficial, esse campo obrigatoriamente estampa o nome empresarial correto e completo da sua empresa. Os golpistas usam termos como "Receita Federal" ou "Simples Nacional" no campo do nome para tentar mascarar o beneficiário real na hora da leitura rápida.

 

 

O Checklist de Segurança da D'Kolves Business

 

Para garantir que a sua empresa nunca caia nessa armadilha, adote o seguinte protocolo de segurança antes de agendar ou pagar qualquer guia tributária:

     Emissão Direta na Fonte: Nunca pague guias enviadas por e-mail, WhatsApp ou correspondência postal sem antes checar. O DAS do Simples Nacional deve ser emitido diretamente pelo portal do PGDAS-D no site da Receita Federal, ou fornecido formalmente pela sua contabilidade de confiança através dos canais oficiais de atendimento.

     Confirme o Beneficiário no App do Banco: Ao ler o código de barras ou o QR Code do PIX, pare e leia a tela de confirmação do seu aplicativo bancário. Se o beneficiário final não for a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (ou o ente público arrecadador) e, em vez disso, aparecer um nome de pessoa física ou de uma empresa desconhecida, cancele a operação imediatamente.

     Atenção ao Primeiro Dígito: Lembre-se, guias de impostos federais começam com o dígito 8. Se começar com 237, 341, 001, 033, trata-se de um boleto bancário comercial mascarado.

 

Caí no golpe, e agora?

 

Se o pagamento foi efetuado, o tempo é o seu maior inimigo. Siga estes passos imediatamente:

  1. Contate o seu banco: Entre em contato urgente com o gerente ou o SAC do seu banco para reportar a fraude e tentar o bloqueio do valor através do Mecanismo Especial de Devolução (MED) se foi via PIX, ou a contestação do boleto.
  2. Registre um Boletim de Ocorrência: Faça o registro do B.O. por estelionato de forma online ou na delegacia mais próxima, anexando a guia falsa e o comprovante de pagamento.
  3. Avise sua Contabilidade: Informe imediatamente o seu consultor contábil para avaliar o real status do seu Simples Nacional, visto que a guia verdadeira continua em aberto e precisará ser regularizada para evitar multas e exclusão do regime.

A segurança do seu negócio vai além dos números; ela está na vigilância dos processos financeiros. Compartilhe este alerta com o seu departamento financeiro e com outros parceiros de negócios!

 

Ficou com dúvidas sobre a autenticidade de alguma guia recebida?

Não corra riscos. Envie para o time da D'Kolves Business para que possamos validar as suas obrigações com total segurança.

 

Duvidas? Preencha o formulário abaixo que  nossa equipe entrará em contato!
















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